Minas Center ParkMinas Center Park/TRAGÉDIA EM ITABIRITO

Após morte em Itabirito, órgãos públicos detalham as licenças necessárias para a operação do parque; Polícia Civil foca em laudos técnicos e manutenção.

A instalação de parques itinerantes como o Minas Center Park exige um complexo processo de licenciamento que envolve Prefeitura, Corpo de Bombeiros e engenheiros do CREA. Após o acidente fatal no brinquedo “Minhocão”, a investigação agora busca identificar falhas na cadeia de responsabilidades e na validade dos laudos de segurança apresentados.

A chegada do Minas Center Park às cidades mineiras costuma ser sinônimo de alegria, mas os recentes episódios em Barbacena e Itabirito acenderam um debate urgente: como funciona a fiscalização dessas estruturas? Para que um parque deste porte abra as portas ao público, ele precisa percorrer um longo caminho burocrático que envolve múltiplas esferas de segurança.

Minas Center Park
Minas Center Park

O rastro das autorizações: Da Prefeitura ao CREA

O primeiro passo para a operação do Minas Center Park é a obtenção do Alvará de Localização e Funcionamento junto à Prefeitura Municipal. Seja em terreno público ou privado, o governo local é quem concede a permissão final. No entanto, essa autorização depende obrigatoriamente do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que atesta a segurança contra incêndio e pânico, além das rotas de fuga.

O ponto mais sensível, contudo, é a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Engenheiros mecânicos e eletricistas registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) devem assinar laudos garantindo que cada brinquedo passou por manutenção e está apto ao uso. No caso do Minas Center Park, a prefeitura de Itabirito confirmou que a documentação estava em dia, o que levanta a hipótese de falha oculta ou fadiga de material não detectada.

Como será a apuração da Polícia Civil

A investigação sobre a tragédia em Itabirito seguirá um rito rigoroso. A Polícia Civil de Minas Gerais já iniciou a perícia técnica no local para analisar a peça que se rompeu no brinquedo. O foco principal da apuração será confrontar o estado real das máquinas com os laudos apresentados pela administração do Minas Center Park.

Os peritos criminais vão avaliar se houve negligência na manutenção preventiva ou se o material utilizado nos trilhos e carrinhos apresentava desgaste excessivo. Além disso, os depoimentos de testemunhas e dos operadores das máquinas serão cruciais para entender se houve alguma falha humana no momento do travamento da atração.

Conclusão e transparência pública

O desdobramento deste caso pode gerar mudanças na legislação estadual sobre parques itinerantes. Enquanto o inquérito avança, o Minas Center Park permanece sob os holofotes das autoridades. O Radar dos Inconfidentes continuará acompanhando os laudos periciais para informar se as vistorias realizadas foram apenas documentais ou se, de fato, garantiam a integridade dos visitantes.

A transparência no processo de apuração é o que a sociedade espera para que a confiança em espaços de lazer seja restabelecida na região.

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