Chocolate ao leite antioxidante foi desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) — Foto UnicampDivulgaçãoChocolate ao leite antioxidante foi desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) — Foto: Unicamp/Divulgação

Estudo da Unicamp e Ital desenvolve chocolate antioxidante com até 4,6 vezes mais compostos benéficos à saúde

Novo chocolate antioxidante desenvolvido por pesquisadores brasileiros utiliza subproduto do café e apresenta alto potencial funcional, sem comprometer sabor e textura.

O chocolate antioxidante desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode representar um avanço significativo na indústria de alimentos funcionais. A inovação surgiu a partir de um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que utilizou um subproduto da cafeicultura para enriquecer o alimento com compostos benéficos à saúde.

O produto foi elaborado com compostos fenólicos extraídos de grãos de café verde defeituosos, materiais que normalmente são descartados ou pouco aproveitados na cadeia produtiva. Com isso, o chocolate antioxidante une sustentabilidade e valor nutricional elevado.

Pesquisa transforma resíduo em alimento funcional

A pesquisa resultou na tese de doutorado da nutricionista Julia Millena Silva, defendida em novembro de 2024. O estudo demonstrou que o chocolate antioxidante desenvolvido pode conter até 4,6 vezes mais antioxidantes em comparação com produtos disponíveis no mercado.

Esses compostos têm papel fundamental na saúde, pois ajudam a neutralizar radicais livres no organismo, contribuindo para a proteção das células contra danos, inflamações e envelhecimento precoce.

Tecnologia garante sabor e qualidade

Um dos principais desafios enfrentados pelos pesquisadores foi aumentar a concentração de antioxidantes sem alterar as características sensoriais do chocolate ao leite, como sabor, textura e aroma.

Para isso, os cientistas utilizaram técnicas específicas de extração com solventes adequados e ampliaram o processo para uma planta-piloto industrial. Em seguida, o extrato passou por microencapsulação, tecnologia que protege os compostos bioativos e evita interferências no produto final.

O resultado é um chocolate antioxidante que mantém a qualidade sensorial esperada pelo consumidor, ao mesmo tempo em que oferece benefícios adicionais à saúde.

Potencial de mercado e sustentabilidade

Além de inovador, o projeto também reforça a importância do aproveitamento de resíduos na indústria alimentícia. Ao transformar um subproduto da cafeicultura em ingrediente funcional, o chocolate antioxidante contribui para práticas mais sustentáveis e abre novas oportunidades de mercado.

A expectativa é que, com o avanço das pesquisas e testes industriais, o produto possa futuramente chegar às prateleiras, ampliando as opções de alimentos saudáveis para os consumidores.

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Por Redação Radar inconfidentes

Maria Antônia Mota Batista é apaixonada pelas histórias e ladeiras de Ouro Preto, dedicando-se a registrar a memória viva da cidade nas páginas do Radar dos Inconfidentes.

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