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Data marca a morte de Jesus Cristo e é acompanhada por práticas de jejum e abstinência entre cristãos

A Sexta-feira Santa é um dos momentos mais importantes do calendário cristão. A tradição recomenda evitar carne vermelha, substituindo por peixe como forma de penitência e reflexão.

A Sexta-feira Santa é marcada por tradições religiosas que despertam dúvidas entre os fiéis, especialmente sobre alimentação. A prática de evitar carne vermelha e optar por peixe é comum nesse dia, que simboliza a crucificação e morte de Jesus Cristo.

Celebrada em 2026 no dia 3 de abril, a Sexta-feira Santa integra a Semana Santa e antecede o Sábado de Aleluia e o Domingo de Páscoa, período considerado sagrado para os cristãos.

Pode comer carne na Sexta-feira Santa?

Durante a Sexta-feira Santa, muitos cristãos adotam práticas de jejum e abstinência como forma de respeito e penitência. A tradição orienta evitar o consumo de carne vermelha, embora não seja uma regra obrigatória para todos.

Na prática, fiéis costumam substituir a carne por alimentos mais simples, como peixes, frutos do mar, legumes, verduras e ovos. O objetivo é promover um momento de reflexão espiritual e desapego.

A Sexta-feira Santa, portanto, não impõe uma proibição universal, mas propõe um gesto simbólico de sacrifício, seguido por muitos como expressão de fé.

Por que o peixe é consumido nessa data?

O costume de consumir peixe na Sexta-feira Santa está ligado ao conceito de abstinência. O alimento é considerado mais simples em comparação à carne vermelha, o que reforça o sentido de humildade da data.

Além disso, o peixe tem forte significado simbólico no cristianismo. Ele aparece em passagens bíblicas importantes, como o milagre da multiplicação dos pães e peixes, e foi utilizado como símbolo pelos primeiros cristãos.

Outro fator está na origem da palavra “peixe” em grego, que forma um acrônimo associado à expressão “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”, reforçando ainda mais sua relevância religiosa.

Como é definida a data da Semana Santa?

A data da Sexta-feira Santa varia a cada ano, pois segue o calendário litúrgico cristão. O cálculo está diretamente ligado à Páscoa, que é definida a partir da primeira lua cheia após o equinócio de outono (no hemisfério sul).

A partir disso, a Sexta-feira Santa ocorre dois dias antes do Domingo de Páscoa. Já a Quaresma, período de preparação, começa na Quarta-feira de Cinzas, logo após o Carnaval.

Tradição e reflexão

Mais do que uma questão alimentar, a Sexta-feira Santa representa um momento de introspecção, fé e respeito para milhões de cristãos ao redor do mundo.

A tendência é que as tradições sejam mantidas ao longo dos anos, ainda que adaptadas à realidade de cada fiel, preservando o principal significado da data: a reflexão sobre o sacrifício de Jesus Cristo.

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Por Redação Radar inconfidentes

Maria Antônia Mota Batista é apaixonada pelas histórias e ladeiras de Ouro Preto, dedicando-se a registrar a memória viva da cidade nas páginas do Radar dos Inconfidentes.

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