Obra aguardada em Ouro Preto promete recuperar área afetada por deslizamento e reforçar a segurança na região central
Publicação do edital do Morro da Forca representa avanço importante para a recuperação da área e proteção de moradores em Ouro Preto, com investimento de R$ 34 milhões.
O lançamento da licitação para obras no Morro da Forca representa um passo decisivo para a recuperação de uma das áreas mais afetadas por deslizamentos em Ouro Preto. Com a publicação do edital pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), nesta quinta-feira (19), o projeto finalmente avança após anos de espera e articulação entre diferentes órgãos públicos.
A obra, considerada uma das mais importantes da cidade nos últimos anos, tem como objetivo principal estabilizar o terreno, recuperar áreas comprometidas e garantir mais segurança para moradores e turistas que circulam pela região central.
O prefeito Ângelo Oswaldo celebrou o avanço e destacou o trabalho técnico realizado até aqui. Segundo ele, o projeto passou por aprovações rigorosas de instituições como o IPHAN, Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal.
“É uma grande vitória. Trabalhamos com determinação para elaborar um projeto sólido, aprovado por todos os órgãos competentes. Agora, temos condições reais de normalizar a situação do Morro da Forca e liberar áreas que estavam comprometidas há anos”, afirmou.

Recursos e articulação garantem avanço da obra
A abertura da licitação no Morro da Forca também marca a consolidação de um esforço conjunto entre diferentes esferas de governo. O investimento total chega a R$ 34 milhões, provenientes de recursos federais, com participação ativa do Governo de Minas e da Prefeitura de Ouro Preto.
O prefeito relembrou ainda que parte desse recurso tem origem em um convênio firmado anteriormente, ainda em sua gestão passada, entre 2008 e 2012.
“Esse recurso foi liberado no governo da então presidente Dilma e ficou depositado na Caixa Econômica Federal. Agora, conseguimos resgatar essa verba e reativar o convênio com apoio do Governo Federal, garantindo a execução dessa obra tão necessária”, explicou.
A retomada do projeto só foi possível após a atualização dos estudos técnicos e a regularização de toda a documentação exigida pelos órgãos de controle.
Licitação será realizada em maio
De acordo com a Secretaria de Obras, o processo licitatório para o Morro da Forca já está oficialmente aberto e será realizado de forma eletrônica. A previsão é que a decisão final ocorra no dia 5 de maio.
O secretário de Obras, Franklin Evangelista, destacou que a gestão municipal continuará acompanhando de perto todas as etapas do processo, desde a escolha da empresa responsável até a execução completa da obra.
“Esse é o resultado de um trabalho contínuo. Resgatamos o convênio, elaboramos um projeto detalhado e garantimos os recursos. Agora, vamos garantir que tudo seja executado com transparência, fiscalização e eficiência”, afirmou.
O acompanhamento do projeto será feito de forma integrada entre Prefeitura, Seinfra, IPHAN, Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades, assegurando rigor técnico e segurança jurídica.

Obra representa segurança e prevenção
Mais do que uma intervenção estrutural, a obra simboliza um avanço importante na prevenção de riscos em áreas urbanas históricas. O Morro da Forca foi cenário de deslizamentos que comprometeram imóveis, incluindo a Casa Baeta Neves, que permanece interditada há mais de uma década.
Com a execução das obras, a expectativa é que a área seja completamente recuperada, permitindo a retomada segura das atividades no entorno e valorizando o patrimônio histórico da cidade.
A iniciativa reforça o compromisso das autoridades com a segurança da população e a preservação de Ouro Preto, um dos principais destinos turísticos de Minas Gerais.
Conclusão
A abertura da licitação no Morro da Forca marca um novo capítulo para Ouro Preto. Após anos de espera, o projeto finalmente sai do papel e entra na fase de execução, trazendo esperança para moradores e comerciantes da região central.
Com recursos garantidos, fiscalização rigorosa e acompanhamento técnico, a obra deve não apenas resolver um problema histórico, mas também servir como modelo de gestão e recuperação urbana em áreas de risco.
