Uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Militar, resultou na apreensão de R$ 172,7 mil em dinheiro em espécie durante o cumprimento de mandados ligados à Operação Mágico de Oz. A ação investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo auditores fiscais da Delegacia Regional Tributária de Osasco, na região metropolitana paulista.

Segundo as investigações, o grupo teria estruturado um sistema para receber propinas por meio de terceiros, conhecidos como “laranjas”. Após o repasse, os valores seriam ocultados e movimentados para dificultar o rastreamento e evitar a identificação pelas autoridades.

Durante a operação, duas pessoas foram presas. Entre elas está um auditor fiscal que atuava em Osasco, apontado pelos investigadores como uma das figuras centrais do esquema. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Osasco, Valinhos e Tupi Paulista.

Além das prisões, quatro agentes fiscais de renda foram afastados das funções por determinação judicial. O vice-prefeito de Tupi Paulista, Frederico Marquezim Gonçalves, também foi obrigado a deixar o cargo temporariamente.

Os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes tributárias, conforme apontam as apurações do Ministério Público.

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