A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) continua à procura de dois suspeitos envolvidos no assalto a uma joalheria situada na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, na região Central do estado. Quase um mês após o crime, Wilton Barroso da Silva e Arthur Seabra Dias seguem sendo apontados pelas autoridades como participantes da ação, que teria causado um prejuízo estimado entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões ao estabelecimento.

No dia do roubo, ocorrido em 18 de fevereiro, um terceiro suspeito foi detido. Ele dirigia um veículo com outros três ocupantes, que acabaram liberados após abordagem e revista pessoal realizadas pelos militares.

O motorista, de 44 anos, afirmou inicialmente que retornava de uma obra onde trabalhava com os demais passageiros. Entretanto, imagens de câmeras de segurança indicaram que o automóvel chegou ao local por volta das 7h31 e deixou a região poucos minutos depois.

Durante a vistoria no carro, os policiais encontraram um par de óculos semelhante ao usado por um dos assaltantes. Informações repassadas de forma anônima também indicaram que o condutor teria tentado alterar a própria aparência ao tingir a barba de preto. A blusa amarela que ele vestia apresentava manchas da mesma tinta.

Ainda conforme a PM, o homem apresentou versões contraditórias ao relatar os fatos. Com registros policiais anteriores, ele acabou preso e encaminhado para a delegacia de plantão.

A reportagem solicitou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informações atualizadas sobre o andamento das investigações e aguarda retorno.

Dinâmica do crime

Segundo testemunhas, dois homens entraram na joalheria e anunciaram o assalto. Um deles estava armado e ameaçou uma das vítimas, ordenando que ela se sentasse e mantivesse a cabeça abaixada.

Os criminosos também arrombaram a porta de um banheiro e obrigaram uma mulher, de 49 anos, a abrir os expositores e o cofre do estabelecimento. De acordo com o proprietário da loja, foram levados anéis, correntes, pulseiras, cordões e pingentes de ouro, além de peças de prata e itens folheados. O prejuízo estimado varia entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões.

Durante as buscas, a polícia localizou um GM Onix abandonado no bairro Alto da Cruz. A verificação apontou que o chassi correspondia a um veículo roubado em Contagem no dia 25 de janeiro, e que a placa utilizada era clonada.

As investigações também identificaram que os suspeitos deixaram o local em um Fiat Pálio preto, embarcando no veículo na mesma rua onde o Onix foi encontrado. O automóvel foi posteriormente localizado no mesmo bairro, com quatro ocupantes. Foi nessa abordagem que o motorista de 44 anos acabou preso.

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